domingo, 25 de fevereiro de 2007

Sou

O que sou?
Mera sombra no passado distante...
um borrão nos dias de hoje
e amanhã serei o pó.
Me vejo como as luzes das ruas
nem sempre acesas, nem sempre ajudam
mas estão sempre lá, queimadas ou não...
a vela se apaga no primeiro sopro, num segundo qualquer.
E se criaturas da noite me atormentam
fogem atormentadas com minha solidão
que atravessa os mares, percorre as ruas
voa tão alto e se afoga nas mágoas solitárias...
O que sou, talvez seja apenas
um mar sem traçado, uma ponte sem fim
um dia escurecido, nenhuma flor no jardim
sou apenas o que sou e nada mais.

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