segunda-feira, 19 de outubro de 2015





Transe

Foi um sonho pálido, a janela aberta
despertei...
As cortinas balançavam, meus pensamentos também,
era um misto de medo, olhei para a rua e
lá estava eu olhando para a janela, era o vento,
era o assombro...

A lua me observava com encanto,
pisquei, não era noite, o sol...
Quis correr para cama, mas estava no parque,
estaria eu ficando louco, a loucura me respondeu – não!
Coloquei as mãos na cabeça, descompassado estava o coração,
pisquei novamente, a lua sorria.


Eu não estava mais na rua, na neblina,
senti uma mão em meu ombro,
eu estava atrás de mim, aquela mão é a minha.
Aterrorizado, duplicado, nada fazia sentido,
cai no chão, eu estendi a mão, para ajudar-me,
se confuso está, imagine eu.

Foi um sonho acordado,
adormeci...

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