Transe
Foi um sonho
pálido, a janela aberta
despertei...
As cortinas
balançavam, meus pensamentos também,
era um misto
de medo, olhei para a rua e
lá estava eu
olhando para a janela, era o vento,
era o
assombro...
A lua me
observava com encanto,
pisquei, não
era noite, o sol...
Quis correr
para cama, mas estava no parque,
estaria eu
ficando louco, a loucura me respondeu – não!
Coloquei as
mãos na cabeça, descompassado estava o coração,
pisquei
novamente, a lua sorria.
Eu não
estava mais na rua, na neblina,
senti uma
mão em meu ombro,
eu estava
atrás de mim, aquela mão é a minha.
Aterrorizado,
duplicado, nada fazia sentido,
cai no chão,
eu estendi a mão, para ajudar-me,
se confuso
está, imagine eu.
Foi um sonho
acordado,
adormeci...


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